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Lição 5 - O juízo contra Sodoma e Gomorra - EBD CPAD 2026 2º Trimestre Adultos
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O texto bíblico
desta lição, sobre a intercessão de Abraão pelos justos de Sodoma e Gomorra e a
destruição daquelas cidades como juízo divino, é surpreendentemente atual. Deus
condena toda forma de injustiça e pecado; muitos dos pecados praticados ali hoje
são normalizados pelo status quo. Deus é amor, mas também justiça: ouviu a
oração de Abraão, porém executou seu juízo. Assim como ele intercedeu pelos
justos, também somos chamados a clamar por nossa casa, cidade e nação,
sustentando a bandeira da justiça divina. A destruição de Sodoma e Gomorra e a
preservação de Ló revelam o caráter santo de Deus e nos ensinam a viver
separados do mal, firmes nos princípios bíblicos, buscando agradar ao Senhor em
um mundo que tenta relativizar o pecado.
TEXTO ÁUREO
“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez
falo: se, porventura,
Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 18.23-32
23 - E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? 24 - Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade,
destruí-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta
justos que estão dentro dela? 25 - Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com
o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria
justiça o Juiz de toda a terra? 26 - Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles. 27 - E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza. 28 - Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco,
destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei,
se eu achar ali quarenta e cinco. 29 - E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta. 30 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda
falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se
achar ali trinta. 31 - E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor:
se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por
amor dos vinte. 32 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais
esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a
destruirei, por amor dos dez.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos Gênesis 18. O patriarca recebe a visita de
três mensageiros do Senhor que anunciam o nascimento de Isaque. A cena é
marcada pela hospitalidade de Abraão, que serve com alegria àqueles
visitantes celestiais. Contudo, entre as boas novas, surge também uma
revelação assustadora: a iminente destruição das cidades de Sodoma e
Gomorra. Diante disso, destaca-se o coração intercessor de Abraão, que
se coloca na brecha e intercede pelos justos que ali habitavam.
I - OS ANJOS VISITAM ABRAÃO
1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor.
O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v. 1),
um momento glorioso que antecedeu ao anúncio de algo impactante que
Deus iria fazer e não era na vida de Abraão: a destruição de Sodoma e
Gomorra.
O texto bíblico diz que, “quando tinha aquecido o dia” (v.1),
tal fato indica que a visitação deu-se por volta do meio-dia, quando o
calor é mais forte. No Antigo Oriente, esse era um momento em que as
pessoas costumavam comer e descansar. Era um horário em que se evitava
viajar ou sair de casa devido ao calor e à radiação solar. Mas o Senhor
não está sujeito ao nosso tempo. Neste horário improvável, Abraão
avistou três homens vindo em sua direção. Ao vê-los, ele correu ao
encontro deles e prostrou-se em terra. Esse ato pode parecer estranho a
nós, mas era um gesto comum no Antigo Oriente, um gesto de
hospitalidade. O patriarca foi hospitaleiro, oferecendo proteção e
provisão para os visitantes (Gn 18.2-4).
2. A hospitalidade de Abraão.
O patriarca vai até a tenda de Sara e pede que ela amasse o pão, e
ele mesmo corre até o curral, escolhe uma vitela e ordena que seja
preparada. Precisamos aprender com Abraão a arte da hospitalidade, algo
que parece estar esquecido nos dias atuais. Ser bem recebido é muito
bom, mas receber o próximo com hospitalidade é ainda muito melhor.
O patriarca ofereceu o melhor aos visitantes, e, enquanto estavam ali
desfrutando do alimento e da hospitalidade, os homens perguntam a
Abraão: “Onde está Sara?”. Naquele tempo, as mulheres não eram vistas
quando homens desconhecidos, que não pertenciam à família, estavam
presentes. Mas, certamente, eles sabiam que ela estava escutando tudo à
porta da tenda. Então os visitantes falam a Abraão: “[...] eis que Sara,
tua mulher, terá um filho” (Gn 18.10). Essa era a promessa mais aguardada por Abraão e Sara.
3. O riso de Sara.
Ao ouvir que teria um filho, Sara riu. Ela não riu de Deus, mas,
certamente, da sua condição física. Mas o Senhor lembra a Sara que não
há nada demasiadamente difícil para Ele (Gn 18.14).
Deus conhece o nosso coração e Ele viu fé no coração de Sara apesar
de sua risada. O Eterno nos conhece bem, conhece as nossas fragilidades e
as nossas quedas. No entanto, Ele não desiste de nós, apesar da nossa
incredulidade, do nosso riso e de nossa dor.
Depois de entregar a mensagem divina a Abraão e Sara, o Senhor fala a respeito da destruição de Sodoma.
SINOPSE I
Deus é bom e envia seus anjos para visitar a casa de Abraão e revelar a ele o que faria a Sodoma e Gomorra.
II - DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO
1. O anúncio da destruição.
Já aprendemos que a terra entre Betel e Ai não comportava mais os
pastores de Abraão e Ló. O tio e o sobrinho decidiram se separar depois
de uma desavença entre seus pastores. O patriarca dá a Ló, seu sobrinho,
a honra de escolher primeiro, e este viu somente a beleza das terras
férteis e decidiu estabelecer-se nos arredores de Sodoma (Gn 13.1-12). O que Ló não sabia era que os habitantes de Sodoma eram “maus” e “grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13.13).
2. O pecado leva à destruição.
O texto de Gênesis 18
mostra que o Senhor revelou a Abraão o seu plano de destruir Sodoma e
Gomorra. O salmista ensina que Deus revela seus planos para os fiéis. O
problema é que muitas vezes não estamos dispostos a ouvir ao Senhor (Sl25.14).
O pecado de Sodoma e Gomorra era imenso, e o Senhor não podia mais
suportar a iniquidade daquele lugar. Deus é santo e não tolera a
iniquidade, embora tenha misericórdia do pecador. Então, o Eterno toma a
seguinte decisão: “Descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado
segundo este clamor que é vindo até mim; e, se não, sabê-lo-ei” (Gn 18.21).
3. A intercessão.
A decisão já estava tomada, mas Deus revela a seu servo o juízo que
estava por vir. Diante do que o Senhor faria, Abraão coloca-se na
posição de um intercessor. Ele suplica o favor do Senhor pelos
habitantes das cidades que eram justos e que seriam destruídos
juntamente com os ímpios. Abraão roga a Deus para que Ele tenha
misericórdia e poupe os justos nas cidades. Tal atitude revela o coração
justo e bom do patriarca. Ele foi um intercessor, pediu com paixão e
misericórdia a graça de Deus em favor dos inocentes.
A iniquidade das cidades de Sodoma e Gomorra eram tão grandes que deu
origem ao termo “sodomita”, uma referência aos moradores da cidade de
Sodoma.
O Senhor enviou dois anjos até a cidade de Sodoma, e Ló encontra-os e
convida-os a passar a noite em sua casa. Porém, os homens de Sodoma
eram tão perversos e promíscuos que cercaram a casa e exigiram que os
visitantes fossem levados para fora. Ló não consente com tal coisa e
oferece as suas filhas com a intenção de proteger os visitantes. Então,
os mensageiros de Deus ferem de cegueira aqueles homens ímpios de
Sodoma. Ló aproveita a situação e foge com sua mulher e as suas filhas.
Deus aguarda a saída de Ló e sua família e destrói Sodoma e Gomorra com
uma chuva de “enxofre e fogo” (Gn19.24). Essas cidades tornaram-se símbolo de advertência divina contra a maldade (Dt 29.23; Is1.9; Rm9.29; Jd7).
Até os dias atuais, essas cidades nunca mais foram novamente erguidas
ou habitadas, e o solo da região é improdutivo devido a grande
quantidade de enxofre.
SINOPSE II
Deus anuncia a Abraão o que Ele estava prestes a fazer com Sodoma e Gomorra.
III - A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA
1. Deus “é fogo consumidor”.
Depois da destruição da humanidade na época de Noé por causa da corrupção geral do ser humano (Gn 6 e 7),
a destruição de Sodoma e Gomorra nas campinas do Jordão foi o fato mais
marcante e tornou-se referência e alerta da parte de Deus para toda a
humanidade. Não podemos nos esquecer de que o Eterno é amor, mas também é
justiça! Ele é “fogo consumidor”: “Pelo que, tendo recebido um Reino
que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus
agradavelmente com reverência e piedade; porque o nosso Deus é um fogo
consumidor” (Hb 12.28,29).
2. Uma catástrofe sem igual.
Não sabemos quantas pessoas habitavam em Sodoma e Gomorra.
Provavelmente, havia um número elevado de habitantes, mas, a exemplo do
que ocorreu no Dilúvio, quando somente Noé e sua família, oito pessoas,
sobreviveram à destruição, também poucas pessoas foram salvas: Ló, sua
esposa e suas duas filhas (Gn 19.15-23). Os genros de Ló zombaram dele quando os advertiu (Gn 19.14).
3. Transformada em estátua de sal.
Infelizmente, a esposa de Ló não seguiu a orientação dos anjos para
não olhar para trás; ela olhou, talvez para ver as cidades queimando, e
“ficou convertida numa estátua de sal” (Gn 19.26). Lembremos de que a esposa de Ló não foi alcançada pelo fogo, mas pereceu pela desobediência ao olhar para trás.
Como servos de Deus, não devemos olhar para trás, mas para “as coisas que são de cima” (Cl 3.1,2).
Diz a Bíblia: “Então, o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor
desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derribou aquelas cidades, e
toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que
nascia da terra” (Gn 19.24,25).
SINOPSE III
Deus é amor, mas também é um fogo consumidor e não tolerou o pecado de Sodoma e Gomorra.
CONCLUSÃO
Finalizamos esta lição enfatizando que Deus é “bom, e a sua benignidade dura pra sempre” (Sl 136.1),
mas sua longanimidade tem limite. As cidades de Sodoma e Gomorra viviam
na prática do pecado, e o Senhor deu tempo para que se arrependessem,
mas não ouviram a Deus e nem a Ló. Quando o ser humano perde o temor e
para de ouvir o Criador, o juízo divino não tarda. Que jamais venhamos
nos esquecer do amor e da severidade do Eterno.
Nesta lição, estudaremos a vida e o testemunho de Estêvão, um homem cheio de fé, de sabedoria e do Espírito Santo. Ele enfrentou oposição, falsas acusações e, por fim, o martírio, mas permaneceu firme na fé e na defesa do Evangelho. Sua história nos ensina que a Igreja, ao cumprir sua missão, inevitavelmente enfrentará perseguições e desafios. No entanto, assim como Estêvão contemplou a glória de Deus mesmo em meio à adversidade, somos chamados a confiar plenamente no Senhor e a perseverar até o fim. Que esta lição fortaleça nossa fé e nos inspire a ser testemunhas fiéis de Cristo, independentemente das circunstâncias. TEXTO ÁUREO "Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus.” ( At 7.55 ) VERDADE PRÁTICA A igreja foi capacitada por Deus para enfrentar um mundo que é hostil à sua fé e valores. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Atos 6.8-15; 7.54-60 Atos 6 8- E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prod...
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